terça-feira, 7 de dezembro de 2010

PLANO DE AÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Universidade Aberta do Brasil
Faculdade de Artes Visuais
Licenciatura em Artes Visuais


Disciplina: Estágio supervisionado III Ateliês – Poéticas Contemporâneas/ Diálogos Intermidiáticos
Aluna: Maria Aparecida Pereira Lima
Professoras: Patrícia Martins e Daniela Fiuza

Plano de Ação

Introdução:
Quando cheguei ao que imaginei ser a minha porta, que foram as árvores guapuruvus de uma rotatória perto da minha casa, busquei criar uma proposta que pudesse integrar o meio ambiente com as artes visuais dentro do trânsito das cidades como algo aprazível.

Objetivo Geral:
Propor uma integração das artes visuais com o cotidiano das cidades.

Objetivos Específicos:
 Integração das Artes Visuais com o meio ambiente e com as cidades;
 Tornar a rotatória mais bonita e harmoniosa com o meio ambiente.

Justificativa:

A cidade de Samambaia no Distrito Federal tem na sua composição de
organização do Trânsito muitas rotatórias grandes e já que é um espaço público imaginei que poderia ser disponibilizado à população para ser utilizado como local para práticas artísticas, dentro do que poderá ser permitido pela Administração Regional e as normas de Trânsito. Sendo que o chamativo para mim foram as árvores – os guapuruvus – que já enfeitam a rotatória, imaginei algo para o solo, mais próximo da estética do contorno cilíndrico da rotatória. No meu percurso fiquei buscando algo que me chamasse atenção além das árvores, pois meu olhar só cruzava com as árvores, encontrei palmeiras, ipês e os já citados guapuruvus.

Cronograma:
A atividade será realizada por alunos de uma Escola Classe utilizando cata-ventos multicoloridos para enfeitar a circunferência da rotatória.

Metodologia:
Inicialmente será mostrado o local para os alunos por meio de fotografias e de experiência própria deles, pois os mesmo moram nas imediações desse local, portanto conhecem-no bem. Será apresentada a proposta de confecção de cata-ventos com material de garrafas pet, cola colorida, arame e palito de churrasco. Os alunos providenciarão parte do material e eu complementarei.
Posteriormente, eles confeccionarão os cata-ventos e em um evento coletivo faremos a colocação no local.

Avaliação:
A avaliação se dará por meio de uma produção de texto sobre o evento, além de uma reflexão no próprio local, onde haverá também uma sessão de fotografias para uma exposição na escola.

Bibliografia:
Módulo 7 – Licenciatura em Artes Visuais - UFG

INTERFACE

AVALIAÇÃO

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
FACULDADE DE ARTES VISUAIS
LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS – Modalidade à Distância


Disciplinas: Estágio Supervisionado III
Ateliês – Poéticas Contemporâneas/Diálogos Intermidiáticos
Professoras: Patrícia Martins
Daniela Fiuza
Pólo: Alexânia
Aluna: Maria Aparecida Pereira Lima


A proposta desse Estágio Supervisionado III veio combinada com Ateliês – Poéticas Contemporâneas e Diálogos Intermidiáticos, onde deveríamos buscar algo que causasse estranhamento em nosso olhar e nos instigasse a torná-lo algo de “atrativo”, com cunho educativo baseado na Carta das Cidades Educadoras. Foi algo realmente novo e cheio de desafios especialmente para mim.
Busquei o estranhamento em minha volta e até que deparei com o que seria a minha porta, ou seja, o que seria o meu norte de trabalho com a finalidade de acontecer uma ação interventiva. Encontrei aqui na cidade de Samambaia no Distrito Federal, as rotatórias que perpassam a cidade dando a ela um diferencial no tocante ao trânsito, sendo que nessas rotatórias existe uma arborização aleatória, mas harmoniosa com lindas árvores – os guapuruvus, que foi o meu chamariz.
Pensei, mais ultimamente, em Tarsila do Amaral, pela associação das cores fortes e abrasileiradas e também do cubismo, por achar que tinha algo a ver com figuras geométricas, formas, cores, enfim, assemelhava ao estilo dela, para compor o objetivo da proposta.
Elaborei um plano de ação onde realizaria com meus alunos da Escola Classe 512 de Samambaia, situada próxima da já citada rotatória, uns cata-ventos coloridos para ser afixados na circunferência da rotatória.
A proposta, porém, não foi realizada como eu havia planejado, entretanto devido ao empenho de minhas tutoras, penso que realizei mais do que eu podia imaginar, dadas às últimas circunstâncias, pois já andava meio desanimada e ausente dos estudos, quando tive que ser internada às pressas, onde permaneci no hospital por uma semana tendo que ser retirada a vesícula, enfim, é algo incômodo. Também acho que um dos motivos que me ajudou foi o fato de ter participado dos encontros presenciais, pois neles encontramos com os professores, com os colegas e as energias e os ânimos renovam-se.
Acabei por realizar a ação de forma diferenciada do que havia planejado, mas mesmo assim, penso que foi bom, pois mesmo com escassez de material e pouquíssimo tempo disponibilizado para isso, os alunos empenharam-se e realizaram a atividade. Fizeram ilustrações da rotatória com a paisagem dela e com os cata-ventos sob minhas orientações.
Posso ressaltar que atingi uma média razoável, não somente por mérito meu, mas pela ajuda de parceiros que insistem em me manter na ativa!
Tenhamos todos um fim de ano cheio de SAÚDE!

link do video e a poesia













http://www.youtube.com/watch?v=gQApRLhWqEA&feature=player_embedded


Uma Poesia de regresso ao Jardim de Infância e à Creche
Autora: Raquel Martins

O Sol convida-me
a brincar e a saltar,
e as minhas plantas
pedem-me para as regar.
Uma nuvem branca diz-me,
corrento atrás do vento,
que brinque às escondidas
como se ela estivesse perto.
O vento acompanha-me,
na brincadeira traquina
quando trepo a uma árvore
ele toca-me na barriga.
Para desfrutar do sol,
ao Jardim eu quero ir.
Que se abra já a porta,
para eu o poder sentir!
















sábado, 9 de outubro de 2010

Carta - Como me vejo na cidade?

Como me vejo na cidade? Como vejo a cidade em mim?

Querida Patrícia,

Nunca deparei com uma proposta de atividade tão pragmática. Mas, diante da proposta, gostei do exercício de pensar a minha inserção na cidade e também o contrário.
Eu me vejo na cidade de Samambaia no DF, como uma relação de troca, que começou como experimentação e solidificou como uma união estável. A minha opção por ela foi de livre e espontânea vontade aliada às minhas atividades do cotidiano, como trabalho, moradia, acessibilidade, amigos dentre outras. Moro, trabalho e resolvo grande parte do que necessito lá, e, quando quero algo diferente que não é ofertado lá, procuro fora ou “brigo” com os fornecedores para levam até ela.
Vejo Samambaia compatível comigo, ou seja, atendendo às minhas necessidades básicas e crescendo inclusive mais que muitas outras cidades satélites de Brasília mais estabelecidas anteriormente.
Primo por valorizá-la em seu comércio e nas novas propostas que chegam a mim.


Maria Aparecida Pereira Lima
Alexânia-GO, 07 de agosto de 2010.

sábado, 7 de agosto de 2010


Bom dia,

criar é sempre um bm começo...

Esse blog está sendo criado, logo mais será alimentado com as minhas observações etnográficas dessa nova etapa do curso - Artes Visuais- FAV UFG.


Estou deixando para reflexão esse poema que acho belíssimo e está refletindo a minha pessoa nesse momento.

Retrato

Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?

http://www.revista.agulha.nom.br/ceciliameireles01.html